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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Abertura de caderno de Geometria

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Interpretação de quadrinhos


                                                     Interpretação de quadrinhos


De acordo com a história em quadrinhos, quem se encontra doente?


Ao ler a história de Juninho, você observa que


Prova de português 5º ano, com diferentes gêneros textuais

Por que criança não pode trabalhar?
Criança não pode trabalhar por um motivo simples: porque ela está muito ocupada sendo criança. Ser criança é ter a liberdade de fazer uma porção de coisas: ir à escola, brincar, ler, praticar esportes, conviver com outras crianças. Ser criança é ser livre para inventar brincadeiras, fazer descobertas e, aos pouquinhos, aprender a ler o mundo.
Quando uma criança trabalha, não sobra tempo para brincar e estudar. As crianças que trabalham, em vez de papel e lápis, usam enxadas e pás. Em vez de conviver com outras crianças na sala de aula, elas passam o dia cercadas de adultos, suando a camisa em lavouras, em carvoarias, em lares de estranhos, em lixões e nas ruas.
O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) diz com todas as letras: abaixo dos 16 anos é proibido trabalhar. Mas estar escrito na lei não é suficiente. É preciso que os governos, as famílias e as empresas estejam atentos e prontos a ajudar as crianças que trabalham, tirando-as dessas atividades, garantindo que elas possam estudar e ajudando suas famílias a acolhê-las com dignidade e carinho.
MATTAR, Helio. In: Folha de S. Paulo (Folhinha), 02/03/2002.
O trecho do texto acima que reforça a ideia expressa no cartaz abaixo é 

O Homem e a galinha
Era uma vez um homem que tinha uma galinha.
Era uma galinha como as outras.
Um dia a galinha botou um ovo de ouro.
O homem ficou contente. Chamou a mulher:
— Olha o ovo que a galinha botou.
A mulher ficou contente: — Vamos ficar ricos!
E a mulher começou a tratar bem da galinha.
Todos os dias a mulher dava mingau para a galinha.
Dava pão de ló, dava até sorvete.
E a galinha todos os dias botava um ovo de ouro.
Vai que o marido disse:
— Pra que este luxo todo com a galinha?
Nunca vi galinha comer pão de ló
Muito menos sorvete!
Vai que a mulher falou:
— É, mas esta é diferente. Ela bota ovos de ouro!
O marido não quis conversa:
— Acaba com isso, mulher. Galinha come é farelo.
Aí a mulher disse:
— E se ela não botar mais ovos de ouro?
­ — Bota sim! — o marido respondeu.
A mulher todos os dias dava farelo à galinha.
E a galinha botava um ovo de ouro.
Vai que o marido disse:
— Farelo está muito caro, mulher, um dinheirão!
A galinha pode muito bem comer milho.
— E se ela não botar mais ovos de ouro?
— Bota sim — respondeu o marido.
Aí a mulher começou a dar milho pra galinha.
E todos os dias a galinha botava um ovo de ouro.
Vai que o marido disse:
— Pra que este luxo de dar milho pra galinha?
Ela que cate o de-comer no quintal!
— E se ela não botar mais ovos de ouro?
­— Bota sim — o marido falou.
E a mulher soltou a galinha no quintal.
Ela catava sozinha a comida dela.
Todos os dias a galinha botava um ovo de ouro.
Um dia a galinha encontrou o portão aberto.
Foi embora e não voltou mais.
Dizem, eu não sei, que ela agora está numa boa casa onde tratam dela a pão de ló.
ROCHA, Ruth. Enquanto o Mundo Pega Fogo, 2ª ed.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984, p. 14-19.
No trecho “Dizem, eu não sei, que ela agora está numa boa casa onde tratam dela a pão de ló”, a expressão sublinhada significa que a galinha está

 
A leitura da sequência dos quadrinhos indica ao leitor que a personagem Magali

O início da Terra e da vida
Você conhece a história de sua família? Onde e como viveram seus pais, avós e bisavós?
E a história da humanidade? Você sabe quando começou? E o planeta Terra, nossa casa comum, quando surgiu?
Nosso planeta teve origem há mais ou menos 4,5 bilhões de anos.  É velho, não? Para nós, é difícil imaginar um tempo tão longo.
No início, a Terra era uma imensa massa incandescente, ou seja, em brasa, que se formou a partir do mesmo material que deu origem ao Sol e aos demais planetas do Sistema Solar. No decorrer de milhões de anos, essa massa foi esfriando e foram se formando os elementos que existem hoje em nosso planeta: o ar, a água, as rochas, o solo, as plantas, os animais e o ser humano.
A vida surgiu há mais ou menos 3,5 bilhões de anos – portanto, um bilhão de anos após o início da formação da Terra. Acredita-se que surgiu na água, sob a forma de seres bem simples.  Com o tempo, eles foram se tornando complexos e deram origem às plantas e aos animais. Mais tarde, a vida fixou-se sobre a terra firme e no ar.
É fantástica a marcha do surgimento de diferentes formas de vida sobre a Terra: micro-organismos, plantas, peixes, répteis, aves, mamíferos.
Você sabe quando surgiram os primeiros seres humanos sobre a Terra? Há aproximadamente 3 milhões de anos. Parece muito, mas não é, se considerarmos que a vida no planeta tem mais de 3 bilhões de anos.
Ao longo do tempo, os seres sofreram transformações, dando origem a várias espécies. Esse processo chama-se evolução. A vida humana descende, por evolução, daqueles primeiros seres vivos microscópicos.
Coleção De Mãos Dadas, Editora Scipione.
De acordo com o texto, os seres vivos sofreram várias transformações, dando origem às várias espécies, num processo que se chama

“Havia um trabalho a ser feito, e Todo o Mundo achou que Alguém o faria.
Qualquer Um poderia tê-lo feito, mas Ninguém o fez.
No final, Todo o Mundo culpou Alguém porque Ninguém fez o que Qualquer Um poderia ter feito.”
Qual das alternativas abaixo melhor serviria como título para o texto acima?


Read more: http://paraisodosprofessores.blogspot.com/2011/07/varios-textos-para-copiar-colar-e.html#ixzz1Ss6TU2Op

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Prova SAEB para baixar- 5º ano Matemática



acessado https://docs.google.com/document/d/1CuyghdX4V0ELnebVYvIkDNl3dC1mVaTPeLcifothIDs/edit?hl=pt_BR

Basta clicar no título e imprimir!!!!

Simulado de prova Brasil com novas questões

O disfarce dos bichos

Você já tentou pegar um galhinho seco e ele virou bicho, abriu asas e voou?
Se isso aconteceu é porque o graveto era um inseto conhecido como "bicho-pau". Ele é tão parecido com o galhinho, que pode ser confundido com o graveto.
Existem lagartas que se parecem com raminhos de plantas. E há grilos que
imitam folhas.
Muitos animais ficam com a cor e a forma dos lugares em que estão. Eles
fazem isso para se defender dos inimigos ou capturar outros bichos que servem de alimento.
Esses truques são chamados de mimetismo, isto é, imitação.
O cientista inglês Henry Walter Bates foi quem descobriu o mimetismo. Ele
passou 11 anos na selva amazônica estudando os animais.

MAVIAEL MONTEIRO, JOSÉ. Bichos que usam disfarces para defesa. Folhinha, 6 nov. 1993. Suplemento infantil do jornal Folha de São Paulo. Adaptado pelas autoras. In:HELENA, Maria; Bernadette. Novo Tempo: Português. São Paulo: Scipione, 1999. v. 1, p

1) O bicho-pau se parece com
(A) florzinha seca.
(B) folhinha verde.
(C) galhinho seco.
(D) raminho de planta.

Bula de remédio
VITAMIN
COMPRIMIDOS
embalagens com 50 comprimidos
COMPOSIÇÃO
Sulfato ferroso .................... 400 mg
Vitamina B1 ........................ 280 mg
Vitamina A1 ........................ 280 mg
Ácido fólico ......................... 0,2 mg
Cálcio F .............................. 150 mg
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
O produto, quando conservado em locais frescos e bem ventilados, tem validade de 12 meses.
É conveniente que o médico seja avisado de qualquer efeito colateral.
INDICAÇÕES
No tratamento das anemias.
CONTRA-INDICAÇÕES
Não deve ser tomado durante a gravidez.
EFEITOS COLATERAIS
Pode causar vômito e tontura em pacientes sensíveis ao ácido fólico da fórmula
POSOLOGIA
Adultos: um comprimido duas vezes ao dia.

LABORATÓRIO INFARMA S.A.
Responsável - Dr. R. Dias Fonseca
CÓCCO, Maria Fernandes; HAILER, Marco Antônio. Alp Novo: análise, linguagem e pensamento. São Paulo: FTD,

2) No texto, a palavra COMPOSIÇÃO indica
(A) as situações contra-indicadas do remédio.
(B) as vitaminas que fazem falta ao homem.
(C) os elementos que formam o remédio.
(D) os produtos que causam anemias.

Chapeuzinho Amarelo

Era a Chapeuzinho amarelo
Amarelada de medo.
Tinha medo de tudo, aquela Chapeuzinho.
Já não ria.
Em festa não aparecia.
Não subia escada
nem descia.
Não estava resfriada,
mas tossia.
Ouvia conto de fada e estremecia.
Não brincava mais de nada
nem amarelinha.
Tinha medo de trovão.
Minhoca, pra ela, era cobra.
E nunca apanhava sol,
porque tinha medo de sombra.
Não ia pra fora pra não se sujar.
Não tomava banho pra não descolar.
Não falava nada pra não engasgar.
Não ficava em pé com medo de cair.
Então vivia parada,
Deitada, maas sem dormir,
Com medo de pesadelo.
HOLLANDA, Chico Buarque de. In: : Literatura comentada. São Paulo: Abril Cultural, 1980.

O texto trata de uma menina que
(A) brincava de amarelinha.
(B) gostava de festas.
(C) subia e descia escadas.
(D) tinha medo de tudo.

A raposa e as uvas

Num dia quente de verão, a raposa passeava por um pomar. Com sede e calor, sua atenção foi capturada por um cacho de uvas. “Que delícia”, pensou a raposa, “era disso que eu precisava para adoçar a minha boca”. E, de um salto, a raposa tentou, sem sucesso, alcançar as uvas. Exausta e frustrada, a raposa afastou-se da videira, dizendo: “Aposto que estas uvas estão verdes.”
Esta fábula ensina que algumas pessoas quando não conseguem o que querem, culpam as circunstâncias.
(http://www1.uol.com.br/crianca/fabulas/noflash/raposa. htm)


3) A frase que expressa uma opinião é:
(A) "a raposa passeava por um pomar." (l. 1)
(B) “sua atenção foi capturada por um cacho de uvas." (l. 2)
(C) "a raposa afastou-se da videira" (l. 5)
(D) "aposto que estas uvas estão verdes" (l. 5-6)


EVA FURNARI

- Uma das principais figuras da literatura para crianças. Eva Furnari nasceu em Roma (Itália) em 1948 e chegou ao Brasil em 1950, radicando-se em São Paulo. Desde muito jovem, sua atração eram os livros de estampas – e não causa estranhamento algum imaginá-Ia envolvida com cores, lápis e pincéis, desenhando mundos e personagens para habitá-Ios...
Suas habilidades criativas encaminharam-na, primeiramente, ao universo das Artes Plásticas expondo, em 1971, desenhos e pinturas na Associação dos Amigos do Museu de
Arte Moderna, em uma mostra individual. Paralelamente, cursou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, formando-se no ano de 1976. No entanto, erguer prédios
tornou-se pouco atraente quando encontrou a experiência das narrativas visuais.
Iniciou sua carreira como autora e ilustradora, publicando histórias sem texto verbal, isto é, contadas apenas por imagens. Seu primeiro livro foi lançado pela Ática, em 1980, Cabra-cega, inaugurando a coleção Peixe Vivo, premiada pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil -FNLlJ.
Ao longo de sua carreira, Eva Furnari recebeu muitos prêmios, entre eles contam o Jabuti de "Melhor Ilustração" --Trucks (Ática, 1991), A bruxa Zelda e os 80 docinhos (1986) e Anjinho (1998) --setes láureas concedidas pela FNLl e o Prêmio APCA pelo conjunto de sua obra.
http:llcaracal. imaginaria. cam/autog rafas/evafurnari/index. html

4) A finalidade do texto é
(A) apresentar dados sobre vendas de livros.
(B) divulgar os livros de uma autora.
(C) informar sobre a vida de uma autora.
(D) instruir sobre o manuseio de livro

O hábito da leitura

“A criança é o pai do homem”. A frase, do poeta inglês William Wordsworth,
ensina que o adulto conserva e amplia qualidades e defeitos que adquiriu quando criança. Tudo que se torna um hábito dificilmente é deixado. Assim, a leitura poderia ser uma mania prazerosa, um passatempo.
Você, coleguinha, pode descobrir várias coisas, viajar por vários lugares,
conhecer várias pessoas, e adquirir muitas experiências enquanto lê um livro, jornal, gibi, revista, cartazes de rua e até bula de remédio. Dia 25 de janeiro foi o dia do Carteiro. Ele leva ao mundo inteiro várias notícias, intimações, saudades, respostas, mas tudo isso só existe por causa do hábito da leitura. E aí, vamos participar de um projeto de leitura?
CORREIO BRAZILIENSE, Brasília, 31 de janeiro de 2004, p. 7.

5) No trecho “Ele leva ao mundo inteiro” (l. 8), a palavra sublinhada refere-se ao
(A) carteiro.
(B) jornal.
(C) livro.
(D) poeta

A raposa e as uvas

6)
Uma raposa passou por baixo de uma parreira carregada de lindas uvas. Ficou logo com muita vontade de apanhar as uvas para comer.
Deu muitos saltos, tentou subir na parreira, mas não conseguiu.
Depois de muito tentar foi-se embora, dizendo:
— Eu nem estou ligando para as uvas. Elas estão verdes mesmo...
Ruth Rocha. Fábula de Esopo. São Paulo: FTD, 1992.

O motivo por que a raposa não conseguiu apanhar as uvas foi que
(A) as uvas ainda estavam verdes.
(B) a parreira era muito alta.
(C) a raposa não quis subir na parreira.
(D) as uvas eram poucas.


Pepita a piaba

Lá no fundo do rio, vivia Pepita: uma piaba miudinha.
Mas Pepita não gostava de ser assim.
Ela queria ser grande... bem grandona...
Tomou pílulas de vitamina... Fez ginástica de peixe... Mas
nada... Continuava miudinha.
– O que é isso? Uma rede?
Uma rede no rio! Os pescadores!
Ai, ai, ai... Foi um corre-corre... Foi um nada-nada...
Mas... muitos peixes ficaram presos na rede.
E Pepita?
Pepita escapuliu... Ela nadou, nadou pra bem longe dali!
CONTIJO, Solange A. Fonseca. Pepita a piaba. Belo Horizonte: Miguilim, s.d.

7) No trecho “Lá no fundo do rio, vivia Pepita” (l. 1), a expressão sublinhada dá idéia de
(A) causa.
(B) explicação.
(C) lugar.
(D) tempo

Feias, sujas e imbatíveis
(fragmento)

As baratas estão na Terra há mais de 200 milhões de anos, sobrevivem tanto no deserto como nos pólos e podem ficar até 30 dias sem comer. Vai encarar?
Férias, sol e praia são alguns dos bons motivos para comemorar a chegada do
verão e achar que essa é a melhor estação do ano. E realmente seria, se não fosse por um único detalhe: as baratas. Assim como nós, elas também ficam bem animadas com o calor.
Aproveitam a aceleração de seus processos bioquímicos para se reproduzirem
mais rápido e, claro, para passearem livremente por todos os cômodos de nossas casas.
Nessa época do ano, as chances de dar de cara com a visitante indesejada, ao acordar durante a noite para beber água ou ir ao banheiro, são três vezes maiores.

Revista Galileu. Rio de Janeiro: Globo, Nº 151, Fev. 2004, p.26.

No trecho “Vai encarar?” (ℓ. 2), o ponto de interrogação tem o efeito de
(A) apresentar.
(B) avisar.
(C) desafiar.
(D) questionar.

TELEVISÃO

Televisão é uma caixa de imagens que fazem barulho.
Quando os adultos não querem ser incomodados, mandam as crianças ir
assistir à televisão.
O que eu gosto mais na televisão são os desenhos animados de bichos.
Bicho imitando gente é muito mais engraçado do que gente imitando gente,
como nas telenovelas.
Não gosto muito de programas infantis com gente fingindo de criança.
Em vez de ficar olhando essa gente brincar de mentira, prefiro ir brincar de
verdade com meus amigos e amigas.
Também os doces que aparecem anunciados na televisão não têm gosto de
coisa alguma porque ninguém pode comer uma imagem.
Já os doces que minha mãe faz e que eu como todo dia, esses sim, são
gostosos.
Conclusão: a vida fora da televisão é melhor do que dentro dela.
PAES, J. P. Televisão. In: Vejam como eu sei escrever. 1. ed. São Paulo, Ática, 2001, p. 26-27.

9) O trecho em que se percebe que o narrador é uma criança é:

(A) “Bicho imitando gente é muito mais engraçado do que gente imitando gente, como
nas telenovelas.”
(B) “Em vez de ficar olhando essa gente brincar de mentira, prefiro ir brincar de
verdade...”
(C) “Quando os adultos não querem ser incomodados, mandam as crianças ir assistir à
televisão.”
(D) “Também os doces que aparecem anunciados na televisão não têm gosto de coisa
alguma...

prova Brasil ( novos exemplos de questões)

O disfarce dos bichos

Você já tentou pegar um galhinho seco e ele virou bicho, abriu asas e voou?
Se isso aconteceu é porque o graveto era um inseto conhecido como "bicho-pau". Ele
é tão parecido com o galhinho, que pode ser confundido com o graveto.
Existem lagartas que se parecem com raminhos de plantas. E há grilos que
imitam folhas.
Muitos animais ficam com a cor e a forma dos lugares em que estão. Eles
fazem isso para se defender dos inimigos ou capturar outros bichos que servem de
alimento.
Esses truques são chamados de mimetismo, isto é, imitação.
O cientista inglês Henry Walter Bates foi quem descobriu o mimetismo. Ele
passou 11 anos na selva amazônica estudando os animais.

MAVIAEL MONTEIRO, JOSÉ. Bichos que usam disfarces para defesa. Folhinha, 6 nov. 1993. Suplemento
infantil do jornal Folha de São Paulo. Adaptado pelas autoras. In:HELENA, Maria; Bernadette. Novo
Tempo: Português. São Paulo: Scipione, 1999. v. 1, p

1) O bicho-pau se parece com
(A) florzinha seca.
(B) folhinha verde.
(C) galhinho seco.
(D) raminho de planta.

Bula de remédio
VITAMIN
COMPRIMIDOS
embalagens com 50 comprimidos
COMPOSIÇÃO
Sulfato ferroso .................... 400 mg
Vitamina B1 ........................ 280 mg
Vitamina A1 ........................ 280 mg
Ácido fólico ......................... 0,2 mg
Cálcio F .............................. 150 mg
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
O produto, quando conservado em locais frescos e bem ventilados, tem validade de 12
meses.
É conveniente que o médico seja avisado de qualquer efeito colateral.
INDICAÇÕES
No tratamento das anemias.
CONTRA-INDICAÇÕES
Não deve ser tomado durante a gravidez.
EFEITOS COLATERAIS
Pode causar vômito e tontura em pacientes sensíveis ao ácido fólico da fórmula
POSOLOGIA
Adultos: um comprimido duas vezes ao dia.

LABORATÓRIO INFARMA S.A.
Responsável - Dr. R. Dias Fonseca
CÓCCO, Maria Fernandes; HAILER, Marco Antônio. Alp Novo: análise,
linguagem e pensamento. São Paulo: FTD,

2) No texto, a palavra COMPOSIÇÃO indica
(A) as situações contra-indicadas do remédio.
(B) as vitaminas que fazem falta ao homem.
(C) os elementos que formam o remédio.
(D) os produtos que causam anemias.

Chapeuzinho Amarelo

Era a Chapeuzinho amarelo
Amarelada de medo.
Tinha medo de tudo, aquela Chapeuzinho.
Já não ria.
Em festa não aparecia.
Não subia escada
nem descia.
Não estava resfriada,
mas tossia.
Ouvia conto de fada e estremecia.
Não brincava mais de nada
nem amarelinha.
Tinha medo de trovão.
Minhoca, pra ela, era cobra.
E nunca apanhava sol,
porque tinha medo de sombra.
Não ia pra fora pra não se sujar.
Não tomava banho pra não descolar.
Não falava nada pra não engasgar.
Não ficava em pé com medo de cair.
Então vivia parada,
Deitada, maas sem dormir,
Com medo de pesadelo.
HOLLANDA, Chico Buarque de. In: : Literatura comentada. São Paulo: Abril Cultural, 1980.

O texto trata de uma menina que
(A) brincava de amarelinha.
(B) gostava de festas.
(C) subia e descia escadas.
(D) tinha medo de tudo.

A raposa e as uvas


Num dia quente de verão, a raposa passeava por um pomar. Com sede e calor,
sua atenção foi capturada por um cacho de uvas.
“Que delícia”, pensou a raposa, “era disso que eu precisava para adoçar a
minha boca”. E, de um salto, a raposa tentou, sem sucesso, alcançar as uvas.
Exausta e frustrada, a raposa afastou-se da videira, dizendo: “Aposto que estas
uvas estão verdes.”
Esta fábula ensina que algumas pessoas quando não conseguem o que querem, culpam as circunstâncias.
(http://www1.uol.com.br/crianca/fabulas/noflash/raposa. htm)


3) A frase que expressa uma opinião é:
(A) "a raposa passeava por um pomar." (l. 1)
(B) “sua atenção foi capturada por um cacho de uvas." (l. 2)
(C) "a raposa afastou-se da videira" (l. 5)
(D) "aposto que estas uvas estão verdes" (l. 5-6)


EVA FURNARI
- Uma das principais figuras da literatura para crianças. Eva Furnari
nasceu em Roma (Itália) em 1948 e chegou ao Brasil em 1950, radicando-se em São
Paulo. Desde muito jovem, sua atração eram os livros de estampas – e não causa
estranhamento algum imaginá-Ia envolvida com cores, lápis e pincéis, desenhando mundos
e personagens para habitá-Ios...
Suas habilidades criativas encaminharam-na, primeiramente, ao universo das Artes
Plásticas expondo, em 1971, desenhos e pinturas na Associação dos Amigos do Museu de
Arte Moderna, em uma mostra individual. Paralelamente, cursou a Faculdade de
Arquitetura e Urbanismo da USP, formando-se no ano de 1976. No entanto, erguer prédios
tornou-se pouco atraente quando encontrou a experiência das narrativas visuais.
Iniciou sua carreira como autora e ilustradora, publicando histórias sem texto verbal,
isto é, contadas apenas por imagens. Seu primeiro livro foi lançado pela Ática, em 1980,
Cabra-cega, inaugurando a coleção Peixe Vivo, premiada pela Fundação Nacional do Livro
Infantil e Juvenil -FNLlJ.
Ao longo de sua carreira, Eva Furnari recebeu muitos prêmios, entre eles contam o
Jabuti de "Melhor Ilustração" --Trucks (Ática, 1991), A bruxa Zelda e os 80 docinhos (1986)
e Anjinho (1998) --setes láureas concedidas pela FNLl e o Prêmio APCA pelo conjunto de
sua obra.
http:llcaracal. imaginaria. cam/autog rafas/evafurnari/index. html

4) A finalidade do texto é
(A) apresentar dados sobre vendas de livros.
(B) divulgar os livros de uma autora.
(C) informar sobre a vida de uma autora.
(D) instruir sobre o manuseio de livro


O hábito da leitura

“A criança é o pai do homem”. A frase, do poeta inglês William Wordsworth,
ensina que o adulto conserva e amplia qualidades e defeitos que adquiriu quando
criança. Tudo que se torna um hábito dificilmente é deixado. Assim, a leitura poderia ser
uma mania prazerosa, um passatempo.
Você, coleguinha, pode descobrir várias coisas, viajar por vários lugares,
conhecer várias pessoas, e adquirir muitas experiências enquanto lê um livro, jornal,
gibi, revista, cartazes de rua e até bula de remédio. Dia 25 de janeiro foi o dia do
Carteiro. Ele leva ao mundo inteiro várias notícias, intimações, saudades, respostas,
mas tudo isso só existe por causa do hábito da leitura. E aí, vamos participar de um
projeto de leitura?
CORREIO BRAZILIENSE, Brasília, 31 de janeiro de 2004, p. 7.

5)No trecho “Ele leva ao mundo inteiro” (l. 8), a palavra sublinhada refere-se ao
(A) carteiro.
(B) jornal.
(C) livro.
(D) poeta

A raposa e as uvas

6) Uma raposa passou por baixo de uma parreira carregada de lindas uvas. Ficou logo com
muita vontade de apanhar as uvas para comer.
Deu muitos saltos, tentou subir na parreira, mas não conseguiu.
Depois de muito tentar foi-se embora, dizendo:
— Eu nem estou ligando para as uvas. Elas estão verdes mesmo...
Ruth Rocha. Fábula de Esopo. São Paulo: FTD, 1992.

O motivo por que a raposa não conseguiu apanhar as uvas foi que
(A) as uvas ainda estavam verdes.
(B) a parreira era muito alta.
(C) a raposa não quis subir na parreira.
(D) as uvas eram poucas.


Pepita a piaba
Lá no fundo do rio, vivia Pepita: uma piaba miudinha.
Mas Pepita não gostava de ser assim.
Ela queria ser grande... bem grandona...
Tomou pílulas de vitamina... Fez ginástica de peixe... Mas
nada... Continuava miudinha.
– O que é isso? Uma rede?
Uma rede no rio! Os pescadores!
Ai, ai, ai... Foi um corre-corre... Foi um nada-nada...
Mas... muitos peixes ficaram presos na rede.
E Pepita?
Pepita escapuliu... Ela nadou, nadou pra bem longe dali!
CONTIJO, Solange A. Fonseca. Pepita a piaba. Belo Horizonte: Miguilim, s.d.

7)No trecho “Lá no fundo do rio, vivia Pepita” (l. 1), a expressão sublinhada dá idéia de
(A) causa.
(B) explicação.
(C) lugar.
(D) tempo


Feias, sujas e imbatíveis
(fragmento)

As baratas estão na Terra há mais de 200 milhões de anos, sobrevivem tanto no
deserto como nos pólos e podem ficar até 30 dias sem comer. Vai encarar?
Férias, sol e praia são alguns dos bons motivos para comemorar a chegada do
verão e achar que essa é a melhor estação do ano. E realmente seria, se não fosse por
um único detalhe: as baratas. Assim como nós, elas também ficam bem animadas com o
calor. Aproveitam a aceleração de seus processos bioquímicos para se reproduzirem
mais rápido e, claro, para passearem livremente por todos os cômodos de nossas casas.
Nessa época do ano, as chances de dar de cara com a visitante indesejada, ao
acordar durante a noite para beber água ou ir ao banheiro, são três vezes maiores.

Revista Galileu. Rio de Janeiro: Globo, Nº 151, Fev. 2004, p.26.

No trecho “Vai encarar?” (ℓ. 2), o ponto de interrogação tem o efeito de
(A) apresentar.
(B) avisar.
(C) desafiar.
(D) questionar.

TELEVISÃO

Televisão é uma caixa de imagens que fazem barulho.
Quando os adultos não querem ser incomodados, mandam as crianças ir
assistir à televisão.
O que eu gosto mais na televisão são os desenhos animados de bichos.
Bicho imitando gente é muito mais engraçado do que gente imitando gente,
como nas telenovelas.
Não gosto muito de programas infantis com gente fingindo de criança.
Em vez de ficar olhando essa gente brincar de mentira, prefiro ir brincar de
verdade com meus amigos e amigas.
Também os doces que aparecem anunciados na televisão não têm gosto de
coisa alguma porque ninguém pode comer uma imagem.
Já os doces que minha mãe faz e que eu como todo dia, esses sim, são
gostosos.
Conclusão: a vida fora da televisão é melhor do que dentro dela.
PAES, J. P. Televisão. In: Vejam como eu sei escrever.
1. ed. São Paulo, Ática, 2001, p. 26-27.

9) O trecho em que se percebe que o narrador é uma criança é:

(A) “Bicho imitando gente é muito mais engraçado do que gente imitando gente, como
nas telenovelas.”
(B) “Em vez de ficar olhando essa gente brincar de mentira, prefiro ir brincar de
verdade...”
(C) “Quando os adultos não querem ser incomodados, mandam as crianças ir assistir à
televisão.”
(D) “Também os doces que aparecem anunciados na televisão não têm gosto de coisa
alguma...

interpretação de textos

Leia o texto e responda à questão.

O MENINO, O BURRO E O CACHORRO

Um menino foi buscar lenha na floresta com seu burrico e levou junto seu cachorro de estimação. Chegando ao meio da mata, o menino juntou um grande feixe de lenha, olhou para o burro, e exclamou:
-Vou colocar uma carga de lenha de lascar nesse burro! Então, o jumento virou-se para ele e respondeu:
- É claro, não é você quem vai levar! O menino, muito admirado com o fato de o burro ter falado, correu e foi direto contar tudo ao seu pai. Ao chegar em casa, quase sem fôlego, disse:
- Pai, eu tava na mata, juntando lenha e, depois de preparar uma carga para trazer, eu disse que ia colocar ela na garupa do burro. Acredite se quiser, ele se virou pra mim e disse: "É claro, não é você quem vai levar!". O pai do menino olhou-o de cima para baixo e, meio desconfiado, repreendeu-o:
- Você tá dando pra mentir agora? Onde já se viu tal absurdo? Animais não falam! Nesse momento, o cachorro que estava ali presente saiu em defesa do garoto e falou:
- É verdade, eu também estava lá e vi tudinho! Assustado, o pobre camponês, julgando que o animal estivesse endiabrado, pegou um machado que estava encostado na parede e ergueu-o para ameaçá-lo. Foi então que aconteceu algo ainda mais curioso. O machado começou a tremer em suas mãos, e, então, virou-se para ele e disse: - O senhor tenha cuidado, pois esse cachorro pode me morder!
Fonte: O MENINO, o burro e o cachorro. In: Contos populares ilustrados. Disponível em: <http://www.sitededicas.com.br>. Acesso em: 24 jan. 2009. *

1. A fala "O senhor tenha cuidado, pois esse cachorro pode me morder!" foi dita pelo
(A) burro. (B) pai. (C) menino. (D) machado.

Leia o texto e responda à questão.
AS ESTRELAS

Numa das noites daquele mês de abril estava Dona Benta na sua cadeira de balanço, lá na varanda, com olhos no céu cheio de estrelas. A criançada também se reunira ali. Súbito, Narizinho, que estava em outro degrau da escada fazendo tricô, deu um berro.
-Vovó, Emília está botando a língua para mim! Mas Dona Benta não ouviu. Não tirava os olhos das estrelas. Estranhando aquilo, os meninos foram se aproximando. E ficaram também a olhar para o céu, em procura do que estava prendendo a atenção da boa velha.
- Que é vovó, que a senhora está vendo lá em cima? Eu não estou enxergando nada. - disse Pedrinho. Dona Benta não pôde deixar de rir-se. Pôs nele os óculos e puxou-o para o seu colo e falou:
- Não está vendo nada, meu filho? Então olha para o céu estrelado e não vê nada? - Só vejo estrelinhas. - murmurou o menino. - E acha pouco, meu filho?

Fonte: LOBATO, Monteiro. As estrelas. In: ______ . Viagem ao céu. 19. ed. São Paulo: Brasiliense, 1971. Fragmento.

2. A história contada se passa
(A) na varanda da casa de Dona Benta. (B) na imaginação de Emília. (C) na cozinha de Tia Anastácia. (D) no céu inventado de Pedrinho.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Interpretação de poesia O Bicho- Manuel Bandeira

Vi ontem um bicho
Na imundice do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa;
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira. Rio, 27 de dezembro de 1947.
  
1. A expressão “Meu Deus” significa que o autor:
a) (     ) alegrou-se com a cena.                    
b) (     ) ficou indiferente.
c) (     ) solucionou um problema social.
d) (     ) fiou chocado com o espetáculo.

2. A causa principal da nossa admiração pela poesia é por que:
a) (     ) o autor retratou a cena que humilha a condição humana.                              
b) (     ) o autor procurou comparar o homem com cães e gatos.
c) (     ) o homem já não vive mais nesse ambiente de miséria.
d) (     ) é falsa a notícia de que a humanidade passa fome.

3. Essa admiração nos dá o sentimento de:
a) (     ) prazer.
b) (     )admiração.
c) (     ) pena.
d) (     ) desprezo.

4. A intenção do autor ao usar a palavra “bicho” parece que:
a) (     ) procurou chamar a nossa atenção para animais do lixo.                 
b) (     ) a história é mesmo sobre um lixo.
c) (     ) o homem se viu reduzido a condição de animal.
d) (     ) o homem deve ser tratado como animal.

5. O que motivou o bicho a catar restos foi:
a) (     ) a própria fome.
b) (     ) a imundice do pátio.
c) (     ) o cheiro da comida.
d) (     ) a amizade pelo cão.

6. O assunto do texto é:
a) (     ) a imundice de um pátio.
b) (     ) um bicho faminto.
c) (     ) a comida que as pessoas jogam fora.
d) (     ) a triste situação de um homem.

7. Destaque o verbo nesta frase: “Vi ontem um bicho na imundice do pátio.” 

8. Este poema serve para:
a) (     ) distrair.
b) (     ) informar sobre um acontecimento.
c) (     ) partilhar um sentimento.
d) (     ) informar sobre a vida de um homem.

9. Esse texto apresenta:
a) (     ) fato.
b) (     ) opinião.
c) (     ) descrição.
10) Você achou o título adequado ao poema? Justifique sua resposta.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Contos de enganar a morte, com atividades de interpretação textual e pontuação

Havia em uma terra, um caboclo, homem pobre que morava em um casebre com a mulher e quatro filhos. Era bom trabalhador, mas vivia miseravelmente e inconformado, por não conseguir melhorar de vida. Ainda mais agora que sua mulher estava grávida do seu quinto filho.

Logo que o menino nasceu, o caboclo disse à mulher:

— Vou ver se acho alguém que queira ser padrinho de nosso filho.

Montou o cavalo, fincou as esporas e partiu a todo o galope para a cidade. Enquanto galopava pensava: "Arranjar padrinho para o quarto filho já tinha sido difícil, quem ia querer ser compadre de um pé-rapado como ele?" E quanto mais pensava mais inconformado e triste ficava.

O dia passou, e ele ainda não tinha encontrado ninguém que aceitasse ser padrinho do seu filho. Voltava para casa desanimado, quando num entroncamento, deu de cara com uma figura curva, vestindo uma capa escura, apoiada em uma bengala feita de osso.

— Se quiser, posso ser madrinha de seu filho – ofereceu-se a figura, com uma voz estranha.

Um tanto espantado o caboclo perguntou:

— Quem é você?

— Sou a Morte.

O caboclo nem cogitou de fazer pensamento do caso:

— Aceito. Você é justa e honesta, pois leva para o cemitério tanto os ricos quanto os pobres sem fazer diferenciação. Quero sim, que seja minha comadre, madrinha de meu filho!

E assim foi. Realizado batizado na igreja, a Morte chamou o caboclo de lado e lhe disse quase ao pé do ouvido:

— Fiquei muito feliz com seu convite; eu estou acostumada a ser maltratada; as pessoas fogem de mim; falam mal; xingam-me e amaldiçoam-me. Elas não entendem que só faço por cumprir minha obrigação. Na verdade - confessou a Morte, - você é a primeira pessoa que me trata com justeza e compreensão. E tem mais, quero retribuir sua gentileza sendo uma ótima madrinha para seu filho. E para isso, vou transformá-lo em um homem rico e famoso. Só assim você poderá criar, proteger e cuidar de meu afilhado.

A Morte explicou, então, que a partir daquele momento, o caboclo seria um médico.

— Médico? Eu? - pergunta, espantado, o caboclo. – Mas, não entendo nada de medicina!

— Preste atenção – disse ela. – Venda seu casebre e seu alqueire de terra e venha morar na cidade. Coloque na sua nova casa, uma placa dizendo-se médico. Quando for chamado para examinar um doente, se vir minha figura na cabeceira da cama, é sinal de que a pessoa vai ficar boa; em compensação se me enxergar no pé da cama, chame o coveiro porque o doente logo, logo vai esticar as canelas.

A Morte ainda esclareceu que só seria visível para o caboclo e logo após, sumiu na imensidão.

Dito e feito. Bastou o caboclo colocar a placa na frente de sua casa e logo apareceram as primeiras pessoas doentes. E ele não errava em nenhum diagnóstico; o doente podia estar desenganado, se ele dizia que ia viver, dali a pouco o doente estava curado. De outras vezes, dizia: "Não tem jeito!"

E não tinha mesmo. A fama do caboclo pobre que virou médico correu o mundo. E com a fama veio à fortuna.

Muitos anos depois, numa certa noite, bateram a porta do médico. Dessa vez não era nenhum doente. Era ela, a Morte. E foi logo falando:

— Compadre, tenho uma notícia triste para lhe dar: sua hora chegou. Seu filho já é homem feito. Estou aqui para levar você.

— Mas como! – gritou o médico, pulando da cadeira. – Agora que tenho uma profissão, ajudo as pessoas, acumulei riqueza e tenho fartura, você aparece para me levar! Isso não é justo!

A Morte justifica:

— Vá até o espelho e olhe para si mesmo – sugeriu. – Está velho. Seu tempo já passou.

— Lembre-se de que até hoje eu fui à única pessoa que tratou você com consideração!

A Morte balançou a cabeça.

— Quer ver uma coisa? – perguntou ela.

E num passe de magia, transportou o médico para um lugar desconhecido e estranho. Era um enorme salão, cheio de velas acessas, de todos os tipos, tamanhos e qualidades.

— O que é isso? - quis saber o médico.

Cada uma dessas velas corresponde à vida de uma pessoa. As velas pequenas são vidas que já estão chegando ao fim. Olhe a sua!

E mostrou um toquinho de vela, com a chama tremula, quase apagando.

— Mas então minha vida está por um fio! – exclamou o médico, um tanto assustado.

A morte fez que "sim" com a cabeça. Em seguida, do jeito que veio, voltou com o médico para casa.

— Tenho um último pedido a fazer – suplicou o velho médico, já enfraquecido, deitado na cama. – Antes de morrer, gostaria de rezar o Pai-Nosso. Mas, me prometa uma coisa: que só vai me levar depois que eu terminar a oração.

A Morte concordou, e o velho caboclo começou a rezar:

— Pai-Nosso que... – parou e sorriu.

— Vamos lá, compadre – inquiriu a Morte. – Termine logo com isso que tenho mais o que fazer.

— Coisa nenhuma! Exclamou o velho saltando triunfante da cama. – Você jurou que me levaria somente quando eu terminasse de rezar. Pois então, pretendo levar anos para terminar minha reza...

Ao perceber que fora enganada, a Morte resolveu ir embora, não antes de fazer uma ameaça:

— Eu pego você, me aguarde!

Conta-se que, passado alguns anos, o médico viajando, deu com um corpo caído na estrada. O velho tentou reviver o corpo inerte, mas não havia mais jeito.

— Que coisa triste, morrer assim, sozinho no meio da estrada!

Antes de seguir em frente, o bom médico, tirou o chapéu e rezou o Pai-Nosso. Mal acabou de dizer amém, o morto que não estava morto, abriu os olhos e sorriu. Então, o médico caiu em si. Era a Morte fingindo-se de morto.

— Agora você não me escapa!

Nesse mesmo instante, naquele lugar desconhecido e estranho, uma pequena vela estremeceu e ficou sem luz.






1. O que é um compadre? Procure o significado no dicionário se for preciso.
 2 Releia:
Quem ia querer ser compadre de um pé rapado como ele?
- Por que o homem achava que ninguém queria ser compadre dele

3. Releia o trecho e explique o sentido da expressão grifada.
O dia passou, o sol caiu na boca da noite e o homem ainda não tinha encontrado ninguém que
aceitasse ser padrinho de seu filho.
4. Leia a descrição de uma das personagens do texto.
Desanimado, voltava para casa, quando deu com uma figura curva, vestindo uma capa escura
apoiado numa bengala
. A bengala era de osso.
- Quem era essa personagem?

- Qual a intenção do autor em descrever a personagem dessa forma?
 Retire do texto mais uma descrição dessa personagem.
5. Qual foi o presente que a Morte deu ao pai de seu afilhado?
6. O homem tenta enganar a Morte duas vezes. O que ele fez nas duas ocasiões?
7. Como a Morte consegue vencê-lo no final?
8. Releia o trecho e explique o que significa uma vela apagar-se nesse conto.
Naquele exato instante, uma vela pequena, num lugar desconhecido e estranho, estremeceu e
ficou sem luz.
9. No final do conto a morte diz ao homem:
— Agora você não me escapa!
- Você concorda com essa afirmação? Por quê?
10. Quem você acha que foi mais esperto neste conto: a Morte ou o homem? Justifique a sua resposta.


                                                                 Atividade de pontuação

1. O conto que você leu sobre a Morte, possui muitas versões. Conheça um trecho da versão escrita por Câmara Cascudo e reescreva-a organizando o diálogo.
O médico foi perguntando pela vida dos amigos e conhecidos e vendo o estado das vidas. Até
que lhe palpitou perguntar pela sua. A Morte mostrou um cotoquinho no fim. Virgem Maria! Essa
é que é a minha? Então eu estou, morre-não-morre! A Morte disse Está com horas de vida e por
isso eu trouxe você para aqui como amigo, mas você me fez jurar que voltaria e eu vou levá-lo
para você morrer em casa. O médico quando deu acordo de si estava na sua cama rodeado pela
família. Chamou a comadre e pediu Comadre, me faça o último favor. Deixe eu rezar um PadreNosso. Não me leves antes. Jura? Juro prometeu a Morte. O homem começou a rezar PadreNosso que estás no céu... e calou-se. Vai a Morte e diz Vamos, compadre, reze o resto da oração!
Nem pense nisso, comadre! Você jurou que me dava tempo de rezar o Padre-Nosso, mas eu não
expliquei quanto tempo vai durar minha reza. Vai durar anos e anos... A Morte foi-se embora, zangada pela sabedoria do compadre.
                                                           

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Interpretação de crônica com sugestão de produção textual


Chatear e encher

Um amigo meu me ensina a diferença entre “chatear” e “encher”.
Chatear é assim:
Você telefona para um escritório qualquer na cidade.
– Alô! Quer me chamar por favor o Valdemar?
– Aqui não tem nenhum Valdemar.
Daí a alguns minutos você liga de novo:
– O Valdemar, por obséquio.
– Cavalheiro, aqui não trabalha nenhum Valdemar.
– Mas não é do número tal?
– É, mas aqui não trabalha nenhum Valdemar.
Mais cinco minutos, você liga o mesmo número:
– Por favor, o Valdemar já chegou?
– Vê se te manca, palhaço. Já não lhe disse que o diabo desse Valdemar nunca trabalhou aqui?
– Mas ele mesmo me disse que trabalhava aí.
– Não chateia.
Daí a dez minutos, liga de novo
– Escute uma coisa! O Valdemar não deixou pelo menos um recado?
O outro desta vez esquece a presença da datilógrafa e diz coisas impublicáveis.
Até aqui é chatear. Para encher, espere passar mais dez minutos, faça nova ligação:
– Alô! Quem fala? Quem fala aqui é o Valdemar. Alguém telefonou para mim?
                                                                                                                             Paulo Mendes Campos.
Interpretação textual
1. O que acontece nas conversas que provocam a impaciência de quem atende o telefone?
2. Quais são as dicas dadas  no texto para chatear quem atende o telefone?
3. Quando a situação descrita deixa de chatear e passa a encher quem atende, segundo o narrador?
4. A situação descreve um trote por telefone. Explique com suas palavras o que é um trote.
5. . Releia este trecho.
O outro desta vez esquece a presença da datilógrafa e diz coisas impublicáveis.
- Por que as coisas ditas por quem recebe o trote são impublicáveis?
6. Onde não poderiam ser publicadas?
7. O que a pessoa que recebia o trote estava sentindo naquele momento?
8. No início da conversa pelo telefone as repostas de quem atende são educadas. No decorrer das ligações essa relação se mantém ou se modifica? Por quê?
9. Cite um dos recursos que aparecem nessa crônica para provocar humor.

Produção textual
1. Escolha uma situação do seu dia a dia que tenha sido estranha ou engraçada e escreva uma  crônica, contando como tudo aconteceu.
Siga o roteiro:
- Pense nas personagens, ou seja, nas pessoas do seu dia a dia que farão parte da sua história.
- Pense em um cenário atual, de preferência urbano.
- Escolha um fato simples, mas que tenha sido engraçado. Lembre-se: o acontecimento que você presenciou é apenas uma inspiração. Você pode inventar alguns trechos e exagerar em outros para deixar o texto com mais humor.
2. Escreva sua crônica e depois revise a pontuação, prestando atenção na forma de organizar os diálogos.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Painel de caipirinhas!!! Uma lindeza!!!!


Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.











Gente, não poderia deixar de postar esses caipirinhas lindos, feitos por Tania Maria ,que deu um show de arte, mostrando todo o seu talento!!
Obrigada, Tania por ter contribuído com o sucesso de nossa festinha junina!!! Vc arrasou!!!!

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