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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Descobrimento Do Brasil


descobrimento do Brasil


domingo, 15 de maio de 2016

Jogos e raciocínio matemático com parlendas Ed. infantil

MATEMÁTICA

Ovo da galinha do vizinho


Trabalhe o raciocínio matemático por meio de parlendas!


Objetivos:
Trabalhar a atenção.

Desenvolver a identificação de cores e formas geométricas (círculo).
Trabalhar agrupamento e noção de conjunto.
Trabalhar linguagem oral com base em cantigas.
Estabelecer contato inicial com os números 1 a 10.
Trabalhar número e quantidade.
Associar quantidade com o numeral.

Trabalhar a coordenação motora.

Foto: Itaci Batista
"A galinha do vizinho bota ovo amarelinho. Bota um, bota dois, bota três..."
Foi por meio dessa parlenda, que faz paz parte do folclore brasileiro, que a professora de Educação Infantil no Colégio Scaranne, São Paulo (SP), Nivian de Almeida Alves, criou algumas atividades para trabalhar o raciocínio matemático de seus alunos, além de outras questões, chegando até à coordenação motora.
Essa é uma estratégia interessante, já que une uma brincadeira de roda conhecida pelos pequenos e, ao mesmo tempo, introduz o raciocínio abstrato, noções de conjunto e agrupamento, formas geométricas e isso tudo de uma forma bem prazerosa.
Você sabia?Muitas parlendas são antigas e, algumas delas, foram criadas há décadas. Elas fazem parte do folclore brasileiro, pois representam uma importante tradição cultural do nosso povo.



Cada ovo em seu lugar
 
Materiais: Caixa de papelão encapado nas cores: amarelo, verde e azul, decorado com uma galinha.
 Bolinhas (piscina de bolinhas) amarelas, verdes e azuis, representando os ovos.
 Para essa brincadeira, formar um grupo com 3 ou 4 crianças, fazendo várias rodadas para que todos participem
Foto: Itaci Batista
Como proceder:
1. 
Colocar as caixas decoradas uma ao lado da outra.
2. 
Espalhar as bolinhas próximas às caixas.
3.
 A professora cantará a parlenda da Galinha do Vizinho. Quando a professora falar "... bota ovo amarelinho...", os alunos terão que guardar as bolinhas amarelas relacionando as cores dos ovos - dentro da caixa amarela, e ela continuará a parlenda "... bota um, bota 2..." que será o tempo estipulado (... "bota 10") para guardarem as bolinhas.
4. O grupo da próxima rodada deverá ficar atento para a solicitação na parlenda, pois a professora irá trocar a cor dos ovos: "A galinha do vizinho bota ovo bem verdinhos...", então o grupo deverá guardar as bolinhas verdes na caixa verde. Assim, a professora fará o mesmo procedimento na outra rodada, trocando a cor do ovo na parlenda.
Foto: Itaci Batista
Fotos: Itaci Batista

Quantos ovos a galinha botou hoje?
Como proceder:
1.
 Solicitar que um aluno escolha um envelope.
2. Dentro de cada envelope contém um número. Conforme o número sorteado, o aluno deverá encaixar na galinha a quantidade de ovos correspondente ao numeral e fixar o número.
Materiais: Painel da galinha em E.V.A.
★ 10 ovos em E.V.A.
 Envelopes
 Cartões com números de 1 a 10


Psicomotricidade - Jogo de arremesso
Com o mesmo material da atividade "Cada ovo em seu lugar", a professora poderá desenvolver uma atividade psicomotora de arremesso.Foto: Itaci Batista


Foto: Itaci Batista
Materiais: Caixa de papelão encapado nas cores: amarelo, verde e azul, decorado com uma galinha
 Bolinhas (piscina de bolinhas) amarelas, verdes e azuis, representando os ovos
Como proceder:
1. 
Marcar uma linha para a distância do arremesso.
2. Para cada rodada, 3 participantes, ou número de jogadores x número de caixas.
3. Pedir para que os alunos se posicionem na linha e, ao sinal da professora, eles arremessam as bolinhas. Após todas as bolinhas serem arremessadas, a professora e os alunos irão contar quantas bolinhas entrou em cada caixa, representando, assim, quantos ovos cada galinha botou.



Você sabia?As parlendas são versinhos com temática infantil que são recitados em brincadeiras de crianças. Possuem uma rima fácil e, por isso, são populares entre os pequenos. Muitas parlendas são usadas em jogos para melhorar o relacionamento entre os participantes ou apenas por diversão.

Dica esperta!Esse painel deverá ficar fixado em sala de aula, para que os alunos diariamente façam essa atividade e que todos possam participar, ajudando, assim, o aluno a associar a quantidade com numeral e ao reconhecimento dos números.

Foto: Itaci Batista
Dica esperta!Você também pode trabalhar a Matemática com essa outra parlenda:
Um, dois, feijão com
arroz.
Três, quatro, feijão no
prato.
Cinco, seis, chegou minha
vez.
Sete, oito, comer biscoito.
Nove, dez, comer pastéis.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

As grandes navegações marítimas séculos XV e XVI





domingo, 8 de maio de 2016

As grandes navegações marítimas






As grandes navegações marítimas européias

As grandes navegações marítimas européias
Durante as Grandes Navegações Marítimas Europeias (principalmente nos séculos XV e XVI), as embarcações eram feitas principalmente nos portos de Portugal e na região da Andaluzia, na Espanha. As caravelas mediam cerca de 20 metros de comprimento e pesavam até 80 toneladas. Nessas embarcações, comprimiam-se durante meses de viagem cerca de 60 homens e mais os animais destinados à alimentação, além de armas, munições, alimentos, entre outros. 
O cotidiano dos navegadores não era nada fácil. Além dos medos imaginários, presentes nos pensamentos desses navegadores (como a crença de que o oceano era povoado por monstros e dragões), também existiam os medos reais, as dificuldades de navegar em mar aberto, as tempestades e chuvas intensas, as doenças e a péssima alimentação. 
Neste texto iremos aprender um pouco sobre o cotidiano das Grandes Navegações. Conheceremos mais sobre a alimentação dos navegadores dentro das Caravelas, ou seja, sobre a dieta de bordo dos navegadores. 
As viagens marítimas nos séculos XV e XVI eram cheias de imprevistos (que ainda hoje ocorrem). Quando a viagem transcorria de forma normal, sem imprevistos, a comida a bordo supria precariamente as necessidades dos tripulantes, mas se ocorresse algum imprevisto, como tempestades, danos físicos nas embarcações ou alguma imperícia do piloto, os tripulantes sofriam com a falta de alimentos.
Nas embarcações, principalmente durante os séculos XV e XVI, o principal alimento era o biscoito. De acordo com o clima e sob certas circunstâncias (invasão de água na embarcação), essa alimentação passava por algumas alterações, ou seja, encontrava-se em péssimas condições para a alimentação (por causa do mofo e da umidade). Geralmente cada tripulante recebia diariamente cerca de quatrocentos gramas de biscoito para sua refeição. 
O vinho tinha presença obrigatória nas embarcações. A água utilizada para beber e para cozinhar era guardada em grandes tonéis ou tanques, inapropriados. Assim, quase sempre a água estava infectada por bactérias, o que sempre provocou infecções e diarreias nos tripulantes. 
Os alimentos sempre eram distribuídos pelo capitão da embarcação e por um ajudante. Essa distribuição dos alimentos era estabelecida em regimentos (porções) e somente o capitão e o ajudante tinham a chave dos estoques de alimentos. A segurança era rigorosa para vigiar os alimentos, pois a sua falta poderia comprometer toda a viagem e causar mortes tanto pela fome, tanto por conflitos entre os tripulantes por causa do alimento.
Juntamente com a tripulação, existia a presença de ratos e baratas, sempre comprometendo a qualidade dos alimentos. Outro fator que contribuía para a falta de higiene era a ausência de banheiros na embarcação – geralmente os tripulantes faziam suas necessidades em recipientes e as lançavam ao mar. Esses fatores contribuíram bastante para a proliferação de doenças e mortes nas embarcações.

Leandro Carvalho
Mestre em História

Carta de Caminha - Interpretação textual

Para responder às próximas questões leia o trecho da Carta de Caminha a seguir.
Senhor:
Posto que o Capitão-mor desta vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova
do achamento desta vossa terra nova, que ora nesta navegação se achou, não deixarei também de dar disso
minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que — para o bem contar e falar — o
saiba pior que todos fazer. (…)
Viu um deles [índio] umas contas de rosário, brancas; acenou que lhas dessem, folgou muito com elas,
e lançou-as ao pescoço. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as
contas e para o colar do Capitão, como dizendo que dariam ouro por aquilo.
Isto tomávamos nós assim por assim o desejarmos. Mas se ele queria dizer que levaria as contas e
mais o colar, isto não o queríamos nós entender, porque não lho havíamos de dar. E depois tornou as
contas a quem lhas dera. (…)
Parece-me gente de tal inocência que, se homem os entendesse e eles a nós, seriam logo cristãos,
porque eles, segundo parece, não têm, nem entendem em nenhuma crença.
E portanto, se os degredados, que aqui hão de ficar aprenderem bem a sua fala e os entenderem, não
duvido que eles, segundo a santa intenção de Vossa Alteza, se hão de fazer cristãos e crer em nossa santa fé, à qual praza a Nosso Senhor que os traga, porque, certo, esta gente é boa e de boa simplicidade. E
imprimir-se-á ligeiramente neles qualquer cunho, que lhes quiserem dar. E pois Nosso Senhor, que lhes
deu bons corpos e bons rostos, como a bons homens, por aqui nos trouxe, creio que não foi sem causa.
Portanto Vossa Alteza, que tanto deseja acrescentar a santa fé católica, deve cuidar da sua salvação. E
prazerá a Deus que com pouco trabalho seja assim.
Eles não lavram, nem criam. Não há aqui boi, nem vaca, nem cabra, nem ovelha, nem galinha, nem
qualquer outra alimária, que costumada seja ao viver dos homens. Nem comem senão desse inhame, que
aqui há muito, e dessa semente e frutos, que a terra e as árvores de si lançam. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios, que o não somos nós tanto, com quanto trigo e legumes comemos. (…) e a terra por
cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. (…) De ponta a ponta, é toda praia parma, muito chã e
muito formosa.
Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão
terra com arvoredos, que nos parecia muito longa.
Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro;
nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim frios e temperados como os de Entre
Douro e Minho, porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.
Águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela
tudo, por bem das águas que tem.
Porém o melhor fruto, que nela se pode fazer, me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a
principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. (…)
Beijo as mãos de Vossa Alteza.
Deste Porto Seguro, da Vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500.
Pero Vaz de Caminha
(1ª Olimpíadas Nacional de História do Brasil – 2009)
5. Assinale dentre as alternativas, aquela que considerar errada.
A) Na carta ao rei de Portugal Pero Vaz de Caminha descreve a terra encontrada.
B) O documento descreve uma população nativa que o autor narra como generosa e gentil, e por este
motivo deve ser cuidada.
C) A carta indica ao rei de Portugal formas de se apossar de riquezas e de expandir o cristianismo.
D) A carta indica que os índios produziam seus alimentos em roças e criavam rebanhos para seu sustento.
(1ª Olimpíadas Nacional de História do Brasil – 2009)

A carta de Pero Vaz de Caminha foi recuperada pela historiografia nacional principalmente durante o
século XIX. Foi re-editada e tornou-se de grande interesse, considerada a “certidão de nascimento” do
Brasil.

6. Assinale a alternativa errada:
A) Foi considerado o primeiro documento escrito sobre o Brasil.
B) Pero Vaz de Caminha foi o único a dar a boa nova do achamento do Brasil.
C) Não foi por meio deste documento os portugueses declararam a posse do Brasil.
D) Descreve a natureza e as gentes.

7. Assinale a alternativa que mostra uma conclusão correta da leitura.
A) Para o autor, a melhor coisa que se pode fazer nestas terras é plantar.
B) Para o autor, os maiores interesses do rei são metais preciosos e expandir a fé católica.
C) Para o autor, as terras narradas não darão lucro algum, apenas trabalho.
D) Para o autor, não importa se o rei de Portugal queria estas terras, já há pessoas morando nela e ele defende a idéia que ela pertence aos seus moradores.

EXERCÍCIOS SOBRE AS GRANDES NAVEGAÇÕES

EXERCÍCIOS SOBRE AS GRANDES NAVEGAÇÕES
TESTANDO SUA ATENÇÃO À AULA
Perguntas.
1. O que são especiarias? Para que servem?
2. Por que as especiarias eram tão caras?
3. Cite 3 perigos imaginários que os marinheiros tiveram que enfrentar na época das Grandes
Navegações.
4. Cite 3 perigos reais que os marinheiros das Grandes Navegações enfrentaram.
Respostas possíveis.
1. Cravo, canela, pimenta-do-reino entre outros temperos, eram usados para tornar a carne saborosa e
conservá-la por um período de tempo maior.
2. Porque vinham de muito longe, atravessavam o deserto e o mar e passavam por vários comerciantes
antes de chegar ao consumidor final.
3. E O abismo do fim do mundo, monstros marinhos e águas ferventes
4.  Fome, tempestades e nações hostis.
.
PREPARANDO PARA O DESAFIO

1. Por que os portugueses estavam dispostos a enfrentar os perigos reais e imaginários das Grandes
Navegações?
A) Porque caso fossem bem-sucedidos ganhariam muito dinheiro.
B) Porque sabiam da importância de fundar colônias para ajudar os povos primitivos a se desenvolverem.
C) Para provar que a Terra é redonda.
D) Para tentar conquistar o mundo.

2. Assinale a alternativa que indica corretamente a importância das especiarias orientais para os Europeus.
A) Eram necessárias para tingir as roupas de vermelho e diferenciar assim os ricos dos pobres.
B) Eram utilizadas em pesquisas para produção de medicamentos.
C) Eram importantes cosméticos e estavam no auge em Paris.
D) Eram usadas para conservar e temperar carne, como não havia geladeiras, isso era muito importante.

3. “Navegar é preciso. Viver não é preciso.” Este verso, muito repercutido em Portugal no século XV
significa que...
A) Navio é um meio de transporte seguro.
B) A vida de muitos portugueses dependia do sucesso das Grandes Navegações.
C) Uma pessoa que tenha uma vida comum em nada contribui para a glória do país, mas um marinheiro,
mesmo que morra em trabalho, sim.
D) Mais vale sobreviver tendo uma vida na pobreza do que se deixar enganar pelas promessas de ganhar
muito dinheiro, arriscando a vida, como marinheiro.

4. Sobre as relações comerciais no tempo das Grandes Navegações assinale a opção incorreta.
A) O comércio passou a ser mundial dando início à globalização.
B) O Oceano Atlântico ficou mais importante do que o Mar Mediterrâneo.
C) Portugal obrigava o Brasil a vender todas as suas riquezas para todos os países e ficava com o dinheiro.
D) O Brasil só podia fazer comércio com Portugal, Portugal queria ser o único a usufruir das riquezas


brasileiras.

A expansão marítima no século XV

A expansão marítima

A partir do século XV, sob a liderança de portugueses e espanhóis, os europeus começam um processo de intensa globalização, a chamada Expansão Marítima. Este fato também ficou conhecido como as Grandes Navegações e tinha como principais objetivos: a obtenção de riquezas (atividades comerciais) tanto pela exploração da terra (minerais e vegetais) quanto pela submissão de outros seres humanos ao trabalho escravo (indígenas e africanos), pela pretensão de expansão territorial, pela difusão do cristianismo (catolicismo) para outras civilizações e também pelo desejo de aventura e pela tentativa de superar os perigos do mar (real e imaginário).
Sendo assim, preconizaremos nossa análise no desejo de aventura e superação dos perigos do mar. Será que no momento das Grandes Navegações os europeus acreditavam realmente que o planeta Terra tinha o formato de um quadrado? E que nos mares existiam monstros tenebrosos?
Sempre que lemos textos sobre a Expansão Marítima Europeia é comum encontrarmos referências aos perigos dos mares, a inexperiência e inexatidão dos navegadores, esses textos nos dão a impressão de que os europeus não tinham nenhum aparato técnico e tecnológico para a época, e parece-nos que quando iriam lançar-se ao mar, estariam caminhando na escuridão, sem visão e sem destino. Quem nunca ouviu dizer ou leu sobre a chegada dos portugueses ao território do atual Brasil, que esses queriam ir às Índias e se perderam e acabaram chegando à América! Então, chegaram aqui por acaso?
Primeiramente devemos pensar como essas ideias (terra quadrada, mar tenebroso, monstros, zonas tórridas) foram surgindo no pensamento e mentalidade dos europeus no século XV. Desde a Idade Média a Igreja Católica era detentora de enormes poderes políticos e espirituais (religioso).            Portanto, a Igreja disseminava teorias sobre as coisas naturais, humanas e espirituais para exercer prontamente o seu poder. Geralmente, aqueles que contrariavam as teorias Teocêntricas da Igreja sofriam sérias perseguições. Além do mais, o catolicismo exercia a proibição e a censura de certos livros, principalmente dos filósofos da antiguidade clássica (Platão, Aristóteles, Sócrates).
Esta situação somente começou a mudar com o advento do renascimento urbano e comercial. Permitindo outras possibilidades de leituras do mundo, das coisas naturais, humanas e espirituais. Sendo assim, o infante português D. Henrique iniciou em Sagres (Sul de Portugal) um local de estudos que reuniu navegadores, cartógrafos, cosmógrafos e outras pessoas curiosas pelas viagens marítimas.
Este local de estudos ficou conhecido como Escola de Sagres, nesta escola desenvolveram novos estudos sobre técnicas de navegação, aperfeiçoaram a bússola, o astrolábio (ferramentas de orientação geográfica), produziram constantes mapas das rotas pelos oceanos e criaram novos tipos de embarcação, por exemplo, as caravelas, mais leves e movidas por velas latinas de formato triangular, que facilitavam as manobras em alto mar e propiciavam percorrer maiores distâncias.
As diferenças são nítidas entre o acaso de navegar e a precisão nas navegações, se analisarmos mapas feitos anteriormente à Escola de Sagres, percebemos nestes a presença de monstros nas ilustrações dos oceanos como obstáculos dos navegadores, outro aspecto importante nestes mapas era a presença de anjos desenhados no céu, representando a proteção aos navegadores, como se esses anjos estivessem protegendo as embarcações.
Além de superar os perigos reais (as tempestades, as danificações nas embarcações, as doenças, a fome e a sede), os navegadores, pela mentalidade medieval, ainda tinham que superar os medos imaginários (os monstros marinhos, a zona tórrida, a dimensão plana do planeta, quanto mais navegavam mais próximos estariam do abismo). Acreditamos que a presença dos medos imaginários existiu, mas as inovações técnicas e tecnológicas (Escola de Sagres) propiciaram outro “olhar” para as navegações, permitindo a Expansão Marítima Europeia.  
A difusão da ideia da chegada ao continente americano por parte dos portugueses não passa de um possível enaltecimento dos feitos lusitanos, que teriam enfrentado o mar tenebroso e heroicamente encontrou o “Novo Mundo”. Sobre a desconstrução do acaso (se perderam e chegaram a América), temos relatos que comprovam que outros navegadores chegaram antes de Pedro Álvares Cabral (abril de 1500), forma eles: o italiano Américo Vespúcio (1499), o espanhol Vicente Pinzón (1499), e Diego de Lepe (janeiro de 1500), mas não tomaram posse da terra.
Portanto, se outros navegantes passaram pelo litoral do atual Brasil antes da esquadra de Cabral, possivelmente eles saberiam o trajeto para chegar. Nos relatos dos tripulantes, não há referência a tempestades e turbulências no mar; pois mesmo se estivessem perdidos no mar a bússola e o astrolábio (tecnologia da época) orientariam os navegadores geograficamente, e com certeza saberiam a posição que se encontravam.

Leandro Carvalho
Mestre em História


Capas de avaliações




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